Mesmo sem a aprovação da Anvisa, São Paulo já tem 11 milhões de doses do Coronavac – Época Negócios

CoronaVac (Foto: Thomas Peter / Reuters via Agência Brasil)

Mesmo sem divulgar a eficácia – que foi adiada de 23 de dezembro para 7 de janeiro – São Paulo já estoca milhões de unidades de Coronavac desde 19 de novembro. Na manhã desta segunda-feira, 28, o governo do estado recebeu um novo lote com mais de 500 mil doses da vacina, feito em parceria entre o Instituto Butantã e o biofármaco chinês Sinovac Biotech.

O lote importado da China é composto por doses prontas para aplicação. E, na próxima quarta-feira, 30, deve chegar mais uma remessa, com 1,5 milhão de unidades. Isso totaliza cerca de 11 milhões de doses em solo brasileiro só neste ano.

“Chegamos ao final de 2020 com cerca de 11 milhões de vacinas em solo nacional, garantindo o compromisso do Butantan em viabilizar o imunizante para a população brasileira para que, assim que for registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a vacinação comece”, disse. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã.

A vacinação em São Paulo está prevista para começar em 25 de janeiro. Isso, porém, não garante a imunização imediata da população. Em primeiro lugar, é necessária a liberação do produto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que precisa receber os dados dos testes clínicos para poder analisá-los a fim de conceder o registro ou autorizar o uso emergencial.

A expectativa era que a eficácia, dados obtidos na fase 3 dos testes, fosse divulgada antes do Natal. Na data marcada para o anúncio, porém, o Instituto Butantã informou apenas que os índices de eficácia eram superiores ao mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 50%.

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De acordo com o instituto, o Sinovac ainda analisará os dados obtidos em vários países antes de divulgá-los. A fase 3 reuniu cerca de 13 mil voluntários em 16 centros de pesquisa. O objetivo é que os dados sejam comparados com resultados de pesquisas em outros países, evitando que a vacina tenha diferentes taxas de eficácia anunciadas.

Na Turquia, por exemplo, a taxa inicial era superior a 90% efetiva, mas é preliminar. No entanto, o sigilo contratual do governo não permite, no entanto, antecipar o percentual obtido no Brasil.

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