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Câmara de Laranjeiras Sessão solene marca Dia da Consciência Negra

14 de novembro de 2018
O presidente da casa legislativa, Luciano dos Santos, destacou a importância da data e ressaltou que a identidade dos laranjeirenses deve ser preservada. “O Dia da Consciência Negra é de extrema relevância para os laranjeirenses. Portanto, não podemos passar em branco esta data tão importante. Hoje, esta casa abriu espaço para debates a respeito do racismo e intolerância religiosa, com representantes do Ministério Público, da Prefeitura e de religiões de matrizes africanas, que representa boa parte dos laranjeirenses”, afirmou o Presidente da Câmara.
Foto: Ascom/CML
A Secretária Municipal de Igualdade Racial, Sandra Sena pontuou o respeito à diversidade e pediu que cada laranjeirense seja combatente do recismo e da intolerância religiosa. “Somos todos uma raça, somos todos humanos. Por isso, não podemos excluir do nosso convívio e da sociedade pessoas negras, de religiões de matrizes africanas ou que apresente qualquer diferença. O que devemos exercer a cada dia é o amor, a tolerância e o respeito à diversidade. Dessa forma, construiremos sempre uma sociedade melhor. Para isso, estamos contando com uma parceria importante da Prefeitura e do Ministério Público Estadual, através do Promotor de Justiça e Coordenador de Promoção da Igualdade Etinico-Racial, Fausto Valois”, disse.
Fausto Valois, que se fez presente à solenidade, ressaltou o respeito à diversidade e disse que a coordenadoria de Promoção da Igualdade Etinico-Racial, vem atuando para garantir os direitos de pessoas afrodesecendentes. “Quero agradecer o espaço de debates nesta casa e dizer que a coordenadoria de Promoção da Igualdade Etinico-Racial foi criada a partir da necessidade de garantir o direito à igualdade étnica e racial, através do acompanhamento de demandas que envolvam a inclusão social e a repressão de crimes, o estímulo à criação e monitoramento de políticas públicas para a efetivação dos direitos constitucionais e a indução de ações preventivas e afirmativas para a construção da Igualdade, bem como o fortalecimento da atuação do MP na efetivação da Lei nº 12.288/2010 – Estatuto da Igualdade Racial”, frisou.
Foto: Ascom/CML
O Promotor de Justiça disse ainda que: “Todo cidadão tem a liberdade de escolher sua própria religião e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa deve ser respeitada. Contudo, não precisamos destruir os cultos religiosos de matrizes africanas e os seus representantes devem sentir orgulho das atividades que desenvolvem. Se destruirmos essas casas, estamos apagando a nossa história”, acrescentou Fausto Valois.
A Yalorixá, Lígia Borges agradeceu o apoio da Câmara de Vereadores, da Prefeitura e do Ministério Público, mas frisou que a sociedade deve colaborar ainda mais. “Todo o trabalho que vem sendo desenvolvido é de extrema importância, mas alguns direitos dos negros e de religiosos de matrizes afriacanas ainda são violados. Portanto, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm sido grandes parceiros nesta luta diária. É importante dizer que os templos religiosos vem sendo constantemente atacados, o que não pode acontecer. Por que não toleramos? O respeito e o amor estão acima de tudo”, destacou Lígia Borges.

TDantas Comunicação/ASCOM CML.