Governo adota medidas emergenciais diante da crise na saúde pública de Aracaju

Governo adota medidas emergenciais diante da crise na saúde pública de Aracaju

Os efeitos da paralisação dos médicos da Prefeitura de Aracaju já tencionam a Rede Estadual de Saúde. Empenhado em garantir a assistência à população, diante da grave crise deflagrada na saúde municipal, o governo do Estado de Sergipe, preocupado com a superlotação do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e do Hospital Regional de Socorro, informa, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), fará a contratação emergencial de 15 médicos clínicos-gerais para atuarem nessas unidades.
Foto: Ascom/SES


De acordo com a SES, serão 10 médicos destinados para o atendimento de urgência no Huse e cinco no Hospital Regional de Socorro. Esses profissionais que serão contratados se inscreveram no Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Para se ter uma ideia, o Huse tem uma média de 300 atendimentos por dia. Somente nesta quarta-feira, 02, foram mais de 700 atendimentos, um aumento de mais de 130%.

Para traçar as estratégias necessárias, o secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira, reuniu nesta quinta- feira, 03, a equipe da rede estadual diretamente ligada à assistência hospitalar para discutir um plano de enfrentamento à crise deflagrada na saúde pública de Aracaju. Para garantir que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) tenham acesso aos serviços de saúde, a SES está adotando algumas medidas, segundo informou Valberto de Oliveira.
“Entre as medidas estão, além da contratação emergencial de profissionais da área de saúde, o fornecimento extra de material médico hospitalar; reserva de dezenas de macas para atender extraordinariamente os regionais, em caso de necessidade; articulação com os hospitais de Cirurgia, de São Cristóvão e de Itabaiana para a ampliação de leitos clínicos, se necessário reduzindo o volume de cirurgias de menor complexidade, que podem ser feitas após a crise. Esses leitos passam a dar retaguarda ao Huse”, explicou.   
Huse
O superintendente do Huse, Darcy Tavares afirma que esse empenho de toda a rede demonstra o compromisso com a população. "Faremos isso para minimizar essa situação a fim de garantir a assistência adequada dentro desse inesperado fluxo. As áreas Vermelha e de Trauma estão operando dentro da normalidade, mas a porta enfrenta uma situação crítica. Saímos de 279 atendimentos no dia 31, para 450 no dia 1º e para 730 no dia de ontem. Esse aumento sobrecarrega a equipe e dificulta a assistência porque o espaço físico é o mesmo”, disse. 
Efeito da crise
O Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro que, ao longo da gestão, tem administrado muito bem os 30 leitos clínicos, enfrenta uma situação nova: pacientes internados nos corredores da unidade. Segundo maior município do estado e localizado muito próximo à capital, desde o início da paralisação divide a assistência entre os usuários da sua região e de Aracaju, segundo informou o superintendente do Regional, Oldegar Júnior. 
“Estamos sofrendo consequências grandes com o fechamento das UPAs. Temos uma média diária de 230 atendimentos, número que pulou para 377 no dia de ontem, um crescimento de quase 40%”, enfatizou.
*Com Agência Sergipe de Notícias

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