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Em reunião conjunta, Belivaldo volta a discutir situação da Fafen com vice-presidente da República

20 de fevereiro de 2019

No encontro realizado nesta quarta-feira (20), o governador dialogou a respeito da hibernação das fábricas de fertilizantes de Sergipe e da Bahia ao lado do governador da Bahia, Rui Costa, e do vice, João Leão


Nesta quarta-feira (20), o governador Belivaldo Chagas voltou a debater as questões relacionadas à hibernação da Fábrica de Fertilizantes Hidrogenados de Sergipe (Fafen/SE) com vice-presidente da República, Hamilton Mourão, em Brasília (DF). Desta vez, a reunião também contou com a participação do governador da Bahia, Rui Costa, e do vice-governador João Leão, que junto à Belivaldo, enviou ofícios solicitando a reunião conjunta. Isso porque a Bahia passa por uma situação semelhante em relação à Fafen/BA, que também iniciou o processo de hibernação no início deste ano.

"Pelo segundo dia consecutivo, estive reunido com o vice-presidente Hamilton Mourão para tratar da situação da Fafen. O vice-presidente se mostrou receptivo e com conhecimento da situação. Saio com a certeza de que demos um importante passo para que a Fafen vokte a funcionar, e que encontramos um interlocutor importante nesta luta, que é do  Brasil e de todos que queiram se somar", destacou Belivaldo.

Na última terça-feira, 19, Belivaldo participou de uma reunião com o vice-presidente, que demonstrou interesse no assunto e em se somar à luta pela manutenção da Fafen em Sergipe, demonstrando ser contra ao fechamento da fábrica.

Andamento

O governo de Sergipe aguarda decisão judicial a respeito da Ação impetrada no último dia 1° de fevereiro, por ordem expressa do governador Belivaldo Chagas, para suspender o fechamento da Fafen em Sergipe. A ação judicial foi a medida encontrada para evitar o impacto econômico e social com a suspensão das atividades do polo de Laranjeiras. A unidade entrou em hibernação no dia 31 de janeiro, interrompendo as atividades gradativamente.

Com fábricas em Sergipe, em Laranjeiras, e na Bahia, em Camaçari, a Fafen tem potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar mais de 5 mil empregos indiretos. Juntas, as unidades eram responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do País, que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos.

Um relatório produzido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e a presentado na última terça-feira (19) pelo governador ao vice-presidente, aponta de forma detalhada os impactos do fechamento da Fafen para a economia não só de Sergipe, mas do Brasil.

 De acordo com o estudo, a hibernação da Fafen representa um grave problema para o mercado de fertilizantes do Brasil, por conta da suspensão da produção de insumos como a ureia pecuária, por exemplo, importante para a manutenção do peso animal em época de seca, além da produção de aditivos antipoluentes e de insumos utilizados em pacientes renais.
Fonte: ASN